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VALINHOS

Serviço de Acolhimento Familiar ganha mais espaço

O Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi inicia uma nova fase com a mudança de endereço, realizada na última semana. A nova unidade, mais ampla e localizada próxima à sede da instituição, representa um avanço na estrutura oferecida pelo serviço, com a finalidade de aprimorar a qualidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de acolhimento.

Com a inauguração do espaço, o serviço ganha melhores condições para o desenvolvimento das atividades, favorecendo atendimentos mais dinâmicos e integrados. A proximidade com outros serviços da entidade, como o acolhimento institucional e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, fortalece a articulação entre as equipes e contribui para um acompanhamento mais completo das crianças, adolescentes e suas famílias, além de reforçar o sentimento de pertencimento à Casa da Criança.

A nova sede também permite a realização de encontros, orientações e atividades em ambiente com maior capacidade e espaços reservados para atendimento. O local atende tanto as famílias acolhedoras quanto as famílias de origem, que permanecem em acompanhamento pela equipe técnica. A estrutura viabiliza a condução de atendimentos individuais e coletivos, de acordo com as demandas do serviço.

De acordo com a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar, Camila Forster, a mudança representa um avanço importante para o fortalecimento do programa. “Para nós, é muito significativo ter um espaço mais acolhedor, assim como o próprio serviço se propõe a ser. Com essa estrutura, conseguimos ampliar o número de atendimentos e também qualificar ainda mais esse trabalho. Outro ponto fundamental é o fortalecimento do sentimento de pertencimento à Casa da Criança, além de facilitar o acesso das famílias, o que aumenta a visibilidade do serviço. Sem dúvida, é um espaço muito mais acolhedor”, destaca.

A abertura do novo espaço foi marcada por um encontro que reuniu famílias acolhedoras e a equipe do serviço. A atividade celebrou a mudança de sede e promoveu a integração entre os participantes. A iniciativa também oficializa com a equipe e as famílias o início das atividades no atual endereço do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora em Valinhos.

A unidade recém-instalada está localizada na Rua Marino Antônio Fartarotti Polidoro, nº 33 (esquina com a Rua José Fávero, nº 21), no bairro Jardim América 2, em Valinhos, a menos de 300 metros da sede instituição, onde a população pode conhecer o funcionamento do serviço.

O Serviço de Acolhimento Familiar tem como objetivo oferecer proteção temporária a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem, proporcionando o acolhimento em ambiente familiar como alternativa ao modelo institucional. As famílias acolhedoras passam por seleção, capacitação e acompanhamento contínuo de equipe técnica, garantindo suporte durante todo o período e recebem uma bolsa auxílio para custear as despesas com a criança acolhida.

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Chá beneficente reúne comunidade para festejar Dia das Mães

O tradicional Chá das Mães, um dos eventos beneficentes mais aguardados do calendário local, é realizado desde 2007, e tem como objetivo marcar as comemorações do Dia das Mães com uma proposta de integração, afeto e solidariedade. Promovido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, o encontro será realizado neste sábado, 9 de maio, a partir das 14 horas.

O evento tem como objetivo reunir a comunidade em uma tarde especial, marcada por momentos de convivência e generosidade. A iniciativa une entretenimento e engajamento social, oferecendo aos participantes a oportunidade de contribuir com a instituição enquanto desfrutam de uma programação leve e acolhedora, além de concorrer a diversos prêmios.

Para esta edição, a organização prepara uma programação extensa, com atividades recreativas e sorteios de diversos produtos, entre micro-ondas, eletrodomésticos e cestas variadas. Os convites custam R$ 25,00 e dão direito a três cartelas para participação nos sorteios. O público também poderá aproveitar um café da tarde completo, com doces, salgados, chás e sucos.

Para a diretora social, organizadora do evento, Wanda Dini, que trabalha na instituição há 23 anos, o Chá das Mães vai além de um evento beneficente, representando um importante momento de encontro e fortalecimento dos laços comunitários. “O Dia das Mães é uma data muito especial a ser comemorada, com muito carinho e gratidão, pelo importante papel que desempenham na formação de seus filhos com cuidado e amor incondicional, essenciais ao desenvolvimento de toda a comunidade. Queremos comemorar com as mães, mas também com as avós e bisavós, com toda a família, que poderão degustar um delicioso café e concorrer a vários prêmios”, destaca Wanda, que também é coordenadora do grupo de voluntários da Casa da Criança.

Os serviços oferecidos pela Casa da Criança, como o Serviço de Acolhimento Institucional, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, e o Serviço de Acolhimento Familiar, são realizados em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação. Para apoiar ou obter mais informações sobre a Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, entre em contato pelos telefones 19 3871-0546 / 3869-5654, pelo WhatsApp 19 99576-6257 ou acesse o site casadacriancadevalinhos.org.br.

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Chá das Mães da Casa da Criança de Valinhos

Dia 9 de maio – sábado, às 14 horas

Vendas antecipadas e no dia do evento, exclusivamente na Casa da Criança de Valinhos

(vagas limitadas). Valor: R$ 25,00.

Rua Campos Salles, 2188 – Jd.  América II

19 3871-0546 / 3869-5654, Whatsapp 19 99576-6257  

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Jantar “Noite do Bem Bom”: há 19 anos alimentando o coração dos valinhenses

A 19ª edição da tradicional “Noite do Bem Bom” já tem data marcada: será no dia 23 de maio, a partir das 20h, no Clube Atlético Valinhense. Consolidado como um dos principais eventos beneficentes de Valinhos, o encontro deve reunir apoiadores, amigos e parceiros da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi em mais uma noite voltada à solidariedade, aliada à boa música e à gastronomia de qualidade.

O jantar ficará sob responsabilidade dos voluntários conhecidos como “Cozinheiros do Bem”, que mais uma vez prometem encantar os participantes com um cardápio especial preparado com dedicação. A trilha sonora da noite será garantida pela banda Águia, que levará ao público um repertório variado. Mais do que uma celebração, o evento representa uma importante mobilização em benefício das crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

Para a coordenadora da Casa da Criança, Adriana Simões, o jantar vai além de um encontro beneficente, é um momento de união, renovação e esperança. Inspirada pelo legado do fundador Anélio Zanuchi, a Noite do Bem Bom fortalece a solidariedade e mantém viva uma causa movida pelo amor. “Cada gesto de apoio se transforma em cuidado e oportunidades, fazendo diferença real na vida das nossas crianças e adolescentes. Estamos aqui pois o Anélio acreditou, trabalhou, motivou muitas pessoas e fez da instituição uma realidade”, destaca.

O menu contará com entrada de cesta de pães e antepastos, seguida de pratos como fettuccine na manteiga, polpetone recheado ao molho rústico, frango ao creme suíço, arroz e legumes na manteiga, além de sobremesa.

Os convites estão sendo vendidos a R$ 140 e podem ser adquiridos pelos telefones (19) 3871-0546, (19) 3869-5654 e (19) 99576-6257 (WhatsApp). Durante o evento, também será possível adquirir o livro “Um olhar para os invisíveis – a história de Anélio Zanuchi e da Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos”, escrito pela jornalista Ana Heloísa Ferrero, que retrata a trajetória do fundador da entidade, falecido em outubro de 2024.

Toda a renda obtida com a Noite do Bem Bom será destinada à manutenção das atividades desenvolvidas pela Casa da Criança e do Adolescente, instituição que há décadas atua na garantia de direitos e no acolhimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Mais do que um evento beneficente, a iniciativa se consolida como um gesto coletivo de solidariedade, capaz de impactar e transformar vidas.

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Páscoa marca solidariedade entre voluntários e empresas

A semana de Páscoa na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi é marcada por uma programação especial que vai muito além da entrega de chocolates. As atividades envolvem os três serviços da instituição e contam com forte engajamento da comunidade, reunindo voluntários e empresas em uma corrente de solidariedade que transforma a data em um momento de afeto, reflexão e alegria para as crianças e adolescentes atendidos.

No abrigo, as comemorações começaram ainda no último domingo, com a realização de uma animada caça aos chocolates promovida por um grupo de voluntários. A atividade, organizada em formato de gincana, integrou as crianças em brincadeiras e desafios, promovendo interação e momentos de descontração. Os tradicionais ovos de Páscoa serão entregues no próximo domingo, quando os educadores também conduzem ações que resgatam o verdadeiro significado da data, estimulando valores como partilha e renovação.

Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança, destaca a importância do envolvimento voluntário nesse processo. “Como coordenadora, tenho o privilégio de ver de perto como pequenos gestos transformam a realidade dos nossos acolhidos. A caça aos chocolates foi uma tarde repleta de encantamento, colaboração e alegria genuína”, afirma. Ela também reforça o impacto dessas ações: “Os voluntários não trouxeram apenas chocolate, trouxeram sorrisos e a certeza de que eles são muito amados.”

No serviço Janela Aberta, as atividades seguem uma linha pedagógica voltada à reflexão sobre valores humanos. As crianças participam de rodas de conversa e produzem cartas e enfeites como forma de agradecer as doações recebidas. “A gente trabalha a Páscoa trazendo uma proposta de renovação, recomeço, esperança e cuidado com o outro. Também incentivamos o agradecimento pela gentileza das pessoas que fizeram as doações”, explica a coordenadora Lidiane Recco.

A mobilização da comunidade também é ressaltada pelo economista Fernando Kuzuhara, integrante do grupo de voluntários dominicais desde 2024. Representando cerca de 12 famílias, ele explica que as ações são organizadas de forma colaborativa e têm como objetivo proporcionar experiências positivas às crianças. “Dividimos as crianças em grupos, como uma gincana de atividades, com o objetivo de interagir, proporcionar momentos divertidos e, claro, premiá-las com chocolates”, explica o economista. “Para nós, é muito gratificante poder oferecer esses momentos, principalmente em uma data tão especial”, completa. Para ele, são oportunidades de levar alegria e criar vivências semelhantes às que muitos voluntários oferecem aos próprios filhos, reforçando o compromisso com o bem-estar e a felicidade dos acolhidos.

Com o apoio de voluntários e empresas parceiras, que contribuíram com doações de chocolates, a Casa da Criança e do Adolescente reafirma, nesta Páscoa, seu compromisso em oferecer não apenas assistência, mas também experiências significativas que fortalecem vínculos, estimulam valores e proporcionam às crianças momentos de verdadeira celebração.

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Janela Aberta há 20 anos transformando vidas

O Janela Aberta, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, completa 20 anos em 2026, consolidando-se como um importante espaço de convivência e formação sociocultural para crianças e adolescentes de Valinhos. Criado oficialmente em 2006, o serviço tem suas raízes em iniciativas anteriores voltadas à comunidade, especialmente por meio de ações sociais lideradas por Anélio Zanuchi, que já desenvolvia trabalhos de apoio em bairros da cidade.

Um dos personagens centrais dessa trajetória é o professor de capoeira Paulo do Nascimento, o Paulinho, responsável por dar início às primeiras atividades com crianças antes mesmo da formalização do projeto. “Eu iniciei o trabalho com a capoeira com as crianças na Casa da Criança um pouco antes de 2006. A gente começou com cerca de 40 crianças, ainda em um espaço improvisado, mas com muita vontade de fazer acontecer”, relembra o professor, que teve contato com Anélio ainda na juventude, ao acompanhar ações sociais como a distribuição de sopa em bairros da cidade de Valinhos. “O Anélio foi uma faculdade de vida pra mim. Tudo que a gente construiu ali teve muito da dedicação dele e desse olhar humano que ele sempre teve”, destaca.

Com o passar do tempo, a estrutura foi sendo ampliada, incluindo a construção da quadra, que possibilitou a expansão das atividades. “Quando surgiu a quadra, foi uma bênção. A capoeira começou a crescer ainda mais, com apresentações pela cidade e participação das crianças em diversos eventos”, conta Paulinho. A partir de 2006, com a criação oficial do Janela Aberta, novas oficinas foram incorporadas e o projeto ganhou força. “Foi aí que o projeto decolou, com várias atividades e uma equipe que foi se formando. De lá pra cá, só tem crescido”, completa.

Ao longo dos anos, o perfil do público atendido também foi se transformando, acompanhando as demandas da comunidade. Hoje, o Janela Aberta concentra suas ações em crianças e adolescentes, oferecendo oficinas nas áreas de música, dança e artes. “A gente foi identificando a necessidade e esse público foi mudando. Foram chegando muitas crianças e adolescentes, e o serviço foi se adaptando a essa realidade”, explica a coordenadora Lidiane Recco, que atua há 16 anos na instituição.

O serviço se consolidou como um espaço de oportunidades, permitindo que os participantes tenham acesso a experiências diversas. “Eu sempre digo que é uma janela de possibilidades. Como uma criança vai saber se gosta de violão ou tem aptidão para a música se ela nunca teve a oportunidade de experimentar?”, ressalta Lidiane. Atualmente, são oferecidas oficinas como violão, balé, teclado, dança e atividades artísticas, estimulando o desenvolvimento integral dos atendidos.

Além das atividades regulares, o Janela Aberta também promove eventos abertos à comunidade, como festas juninas e mostras culturais, reunindo grande público. “A gente consegue colocar mais de 200 pessoas na quadra em eventos como a festa junina ou a mostra cultural. É uma forma de oferecer acesso gratuito à cultura e integrar as famílias ao nosso espaço”, afirma a coordenadora.

A história do projeto também se reflete na vida de quem passou por ele e hoje vê uma nova geração dar continuidade a esse vínculo. É o caso de Geisy do Couto, atualmente com 33 anos, uma das primeiras inscritas no serviço. Ela ingressou no Janela Aberta aos 13 anos e participou das oficinas de violão por cerca de três anos. “Foi um grande aprendizado, eu gostei muito. Aprendi a tocar violão, participei de apresentações e guardo isso com muito carinho”, relembra.

Hoje, duas décadas depois, é o filho dela, Lorenzo, de oito anos, quem frequenta o projeto, carregando consigo um símbolo afetivo dessa história. “Ele é apaixonado por uma camiseta que eu mesma usava quando participava. Para ele, é como um uniforme, ele veste com orgulho e não quer tirar”, conta Geisy. A peça, preservada pela família ao longo dos anos, ganhou um novo significado ao atravessar gerações. “Tem um valor emocional muito grande, tanto para mim quanto para ele”, completa.

Outro destaque do Janela Aberta é o fortalecimento do sentimento de pertencimento entre os participantes. Segundo Lidiane, o espaço é reconhecido pelas próprias crianças e adolescentes como um ambiente de referência. “Eles vêm em grupo, passam nas casas uns dos outros e chegam aqui juntos. Eles se sentem pertencentes, sabem que esse espaço é deles”, afirma. Duas décadas após sua criação, o Janela Aberta segue ampliando oportunidades e fortalecendo vínculos, mantendo viva a essência comunitária construída desde suas origens.

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Abrir a casa e o coração: os desafios do primeiro acolhimento familiar

O primeiro acolhimento dentro do Família Acolhedora, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, costuma ser marcado por uma mistura intensa de expectativas, receios e descobertas. Foi exatamente assim para o casal Thaís Fernanda Pompeu Dusso, professora de 37 anos, e Bruno Cezar Dusso, fotógrafo da mesma idade, moradores de Valinhos. Pais de Elisa, de 10 anos, eles decidiram abrir as portas de casa e do coração para acolher, pela primeira vez, um bebê de apenas cinco meses, experiência que tem transformado a rotina e a forma de enxergar o cuidado e o afeto.

A decisão não foi imediata. Inicialmente, o casal pensava em adoção, motivado também pelo desejo da filha de ter um irmão. Chegaram a reunir documentação, mas desistiram do processo. O interesse pelo acolhimento familiar surgiu após conhecerem outro casal já participante do serviço, que os incentivou a buscar mais informações. Ainda assim, quando receberam a ligação para o primeiro acolhimento, o medo falou mais alto. A proposta de receber um bebê contrariava a ideia inicial da família, que pensava em acolher uma criança mais velha. “Como começar tudo de novo?”, questionavam, diante de uma rotina já estruturada.

A decisão final veio após uma conversa em família, envolvendo também a pequena Elisa. Juntos, optaram por aceitar o desafio. Há cerca de 15 dias, o bebê L., que completou seis meses logo após chegar, passou a fazer parte da rotina da casa. Segundo Thaís, o período tem sido um “desafio prazeroso”. Entre adaptações e descobertas, a convivência com o bebê trouxe uma nova dinâmica ao lar, marcada por aprendizados diários e pela construção de vínculos, ainda que temporários.

A experiência vivida pela família reflete um cenário comum entre os participantes do programa, conforme explica a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança, Camila Forster. Segundo ela, o primeiro acolhimento é um momento especialmente delicado e intenso. “Há uma mistura muito grande de sentimentos, de uma expectativa, do desejo de acolher e de um medo de não dar certo”, afirma. De acordo com a coordenadora, mesmo após passarem por todo o processo de formação, é natural que surjam dúvidas sobre a própria capacidade de lidar com as demandas da criança. “As famílias se questionam se vão dar conta, se vão conseguir entender e acolher essa criança”, destaca.

Camila ressalta que, diante desse cenário, o acompanhamento próximo da equipe técnica é fundamental. “É muito importante que tenha um diálogo muito próximo com a equipe, porque é nesse momento que a criança e a família acolhedora estabelecem vínculos”, explica. Segundo ela, profissionais do serviço social e psicologia atuam de forma contínua, oferecendo orientação, escuta e suporte às famílias, tanto para lidar com as inseguranças quanto para fortalecer o acolhimento. “É um momento delicado para a criança, que também está vivendo um trauma, e para a família, que assume a responsabilidade de oferecer afeto e sustentar essa angústia”, completa.

Apesar dos medos, a coordenadora destaca que o acolhimento também é marcado por sentimentos positivos e transformadores. “É comum ouvirmos que, assim que a criança chega, as famílias já a amam”, afirma. Esse equilíbrio entre insegurança e afeto também é vivido por Thaís e Bruno, que, mesmo sem definir planos futuros, reconhecem o impacto da experiência. Para eles, “acolher é compreender que o papel da família não é substituir, mas somar, oferecendo cuidado, proteção e amor enquanto necessário.”

Um dos maiores receios do casal, compartilhado por muitas famílias acolhedoras, é o momento do desacolhimento. A despedida, inevitável, ainda é uma incógnita, mas já é encarada com mais serenidade após ouvirem conselhos de quem já viveu a experiência. “Hoje vocês desacolhem e uma criança vai embora ser feliz para que outra venha”, foi a orientação recebida, que ajudou a ressignificar o processo.

Sem definir ainda planos para novos acolhimentos, o casal afirma que a experiência tem sido transformadora e deixa um recado a outras famílias interessadas: buscar informação e conhecer de perto o serviço pode ser o primeiro passo para uma jornada marcante. “Ser uma família acolhedora é abrir mais do que a porta de casa, é abrir o coração”, resume Thaís, destacando que, mesmo por um tempo limitado, o impacto na vida da criança e da própria família é profundo e duradouro.

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Câmara de Valinhos aprova criação da Semana Anélio Zanuchi

A Câmara Municipal de Valinhos aprovou, na sessão realizada na noite de terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 255/2025, que institui oficialmente no calendário do município a “Semana Municipal Anélio Zanuchi de Proteção à Criança e ao Adolescente”. A proposta é de autoria da vereadora Simone Bellini, com assinatura conjunta do vereador Edson Secafim, e tem como objetivo promover anualmente ações de conscientização, mobilização social e fortalecimento da rede de proteção à infância.

De acordo com o projeto, a semana será realizada todos os anos no período que inclui o dia 12 de outubro, data em que se celebra o Dia das Crianças. A iniciativa busca incentivar a realização de campanhas educativas, palestras, atividades culturais e ações de integração envolvendo escolas, entidades sociais, conselhos tutelares e diferentes setores da sociedade.

“Anélio foi daqueles valinhenses que transformaram solidariedade em ação: ajudou famílias, mobilizou voluntários, e deixou um legado que se tornou referência com a Casa da Criança e do Adolescente. Essa semana no calendário é mais do que homenagem, é um convite anual para mobilizar a rede, fortalecer vínculos e lembrar que proteger a infância é construir o futuro”, ressaltou a vereadora Simone Bellini.

A criação da semana também presta homenagem ao trabalho social desenvolvido por Anélio Zanuchi, reconhecido em Valinhos por sua trajetória dedicada ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Desde a década de 1980, ele iniciou de forma voluntária o atendimento a jovens em sua própria residência, ação que posteriormente deu origem à Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, instituição que se tornou referência no atendimento social no município.

Atual presidente da Casa da Criança e filho do homenageado, André Zanuchi acompanhou a sessão e destacou a emoção ao presenciar a aprovação do projeto de lei. “Foi emocionante. Acho que nada mais justo do que esse reconhecimento. Os vereadores falaram com muito respeito e admiração pelo meu pai, pelo que ele foi e pelo legado que deixou”, afirmou.

Segundo ele, a homenagem também representa todos que contribuíram e continuam contribuindo com o trabalho da instituição. “Essa homenagem se estende a toda a equipe da Casa da Criança, diretores, funcionários, voluntários e equipe técnica, que fazem parte dessa grande família. Sem eles, essa caminhada seria muito mais difícil”, ressaltou.

André também destacou que a criação da semana ajuda a perpetuar o legado deixado por seu pai. “Com certeza ele ficaria muito feliz com essa homenagem. Meu pai dedicou a vida ao próximo, sempre doando tudo o que tinha para ajudar. Saber que o trabalho dele será lembrado e que essa semana vai reforçar a importância da proteção às crianças e adolescentes é motivo de muita gratidão”, completou.

Com a aprovação do projeto, a proposta segue agora para sanção do prefeito Franklin Duarte de Lima. A expectativa é que a Semana Municipal Anélio Zanuchi passe a integrar o calendário oficial da cidade, fortalecendo a discussão de políticas públicas voltadas à infância e adolescência e mantendo vivo o legado de solidariedade e cuidado deixado pelo homenageado.

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Casa da Criança tem programação em homenagem às mulheres e reforça combate à violência

O Dia Internacional das Mulheres ganha destaque na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi com uma programação especial que reúne ações educativas e de valorização feminina. A agenda inclui exposição artística sobre mulheres que marcaram a história de lutas e conquistas, produção de mensagens personalizadas, rodas de conversa, atividades de interação com a comunidade e campanhas de conscientização contra a violência.

Crianças do Projeto Janela Aberta realizam uma pesquisa especial sobre mulheres que fizeram a diferença na história e produziram montagens digitais com imagens e informações dirigidas. Todo o material será impresso e trabalhado para compor a exposição inédita física e interativa dentro da instituição e nas redes socias, permanecendo disponível para visitação, ao longo de todo o mês.

Além da exposição, outras ações foram organizadas pelos educadores, com apoio da psicóloga da instituição. Em uma das oficinas, as crianças confeccionaram objetos sustentáveis, como lápis decorados em atividades de artesanato. Os presentes artesanais serão entregues como lembrança às mulheres que trabalham na entidade e também a comerciantes da comunidade vizinha, como funcionárias de mercado, sorveteria e barraca de caldo de cana, em um gesto simbólico de reconhecimento.

Paralelamente, as crianças também estão produzindo cartinhas com mensagens personalizadas, com frases de empoderamento feminino. As cartas acompanham os lápis decorados e serão entregues pessoalmente por representantes escolhidos entre os próprios participantes do projeto, fortalecendo o protagonismo infantil e o contato direto com a comunidade. A programação inclui ainda a confecção de flores decorativas, que serão usadas para ornamentar o espaço do Janela Aberta.

As atividades integram uma campanha de conscientização voltada à proteção e ao respeito às mulheres, com mensagens educativas contra qualquer tipo de violência. A decoração temática ficará exposta durante todo o mês de março, reforçando a proposta pedagógica de promover a igualdade, o respeito e a valorização da mulher por meio do trabalho coletivo das crianças.

Outra ação é a realização de uma roda de conversa com os adolescentes, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o significado do Dia Internacional das Mulheres. A atividade também inclui um passeio pela comunidade, durante o qual os jovens irão conversar com moradoras do entorno sobre o que elas entendem da data, promovendo troca de experiências e levando informação e reflexão sobre o tema.

De acordo com a coordenadora do Janela Aberta, Lidiane Recco, a iniciativa também reflete a realidade vivida dentro da própria instituição. “A Casa da Criança hoje tem em seu quadro mulheres colaboradoras, mulheres na liderança, na gestão, na educação, no cuidado e na transformação social. São mulheres que diariamente atuam nessas funções, trabalhando na construção de uma sociedade mais justa e diretamente no atendimento às crianças e aos adolescentes”, destacou.

Ainda como parte das homenagens, a Casa da Criança promove no próximo dia 20 um encontro especial destinado às funcionárias da instituição. A proposta é oferecer um momento de convivência e reflexão sobre o que significa ser mulher, os diferentes papéis exercidos na sociedade e a forma como cada uma se percebe e é percebida. A atividade prevê discussões sobre a importância da luta das mulheres e do reconhecimento mútuo, unindo relatos e acolhimento em um espaço de troca, valorização e fortalecimento coletivo.

Para a coordenadora do Projeto Família Acolhedora, Camila Forster, a mobilização em torno da data vai além das homenagens simbólicas. “Como mulher, eu entendo que a gente precisa de espaços de disputa, de trocas e de afeto para poder sobreviver ao mundo. Tivemos grandes avanços, mas também vemos uma onda muito sofrida de violência. Por isso, é extremamente importante dar visibilidade a essa data, não apenas como um momento bonito. Cada notícia de feminicídio nos atravessa, e ter espaços para conversar sobre isso é fundamental”, afirmou.

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Profissionais da área da saúde podem atuar na Casa da Criança

A psicóloga Bruna Quinteros, de 37 anos, é voluntária há quase um ano na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, em Valinhos, onde oferece acompanhamento especializado aos assistidos. Natural de Campinas e moradora de Valinhos há cerca de sete anos, atua em sua clínica, com atendimentos presenciais a pacientes da região e motiva profissionais da área da saúde a atuar no voluntariado.

O vínculo com a instituição começou antes mesmo da atuação profissional. Bruna já conhecia a Casa da Criança por meio de campanhas solidárias, como a feijoada e a arrecadação de panetones no fim do ano. Ao iniciar sua trajetória clínica, decidiu que poderia colocar sua formação a serviço de quem não tem acesso fácil ao cuidado em saúde mental. “Se eu posso oferecer uma escuta profissional em um espaço de acolhimento, por que não disponibilizar isso para crianças e adolescentes que precisam?”, relata. A partir dessa reflexão, procurou a instituição e se colocou à disposição como voluntária.

Para Bruna, o voluntariado representa um compromisso social e uma responsabilidade ética com a infância e a adolescência. Ela defende que o cuidado psicológico não deve ser um privilégio, mas um direito acessível. Inspirada por uma frase da escritora brasileira Lya Luft que diz que “a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira”, a psicóloga acredita que investir no cuidado emocional de crianças e adolescentes é também cuidar dos adultos que eles se tornarão no futuro. A experiência, segundo ela, também é transformadora para quem oferece o atendimento, fortalecendo sua escolha profissional e ampliando sua escuta como psicóloga e como pessoa.

Entre as principais demandas atendidas estão questões ligadas à ansiedade, insegurança, autoestima e conflitos familiares. Muitos casos chegam por encaminhamento das escolas, devido a dificuldades de comportamento ou adaptação. Bruna explica que, muitas vezes, o que aparece como “queixa” é a forma que a criança ou o adolescente encontra para expressar algo que ainda não consegue verbalizar. O espaço terapêutico, nesse contexto, se torna um ambiente seguro para acolher essas vivências e ajudá-los a compreender o que estão sentindo.

Ao falar sobre a importância do voluntariado, Bruna deixa um recado para quem tem vontade de ajudar, mas ainda hesita: não é preciso ter algo grandioso a oferecer. “Tempo, presença e compromisso já fazem muita diferença”, afirma. Para ela, o voluntariado é uma experiência de troca que transforma tanto quem recebe quanto quem doa. “Ampliamos nosso olhar sobre o outro, sobre o coletivo e também sobre nós mesmos. Sinto muito orgulho de fazer parte disso.”

Para fazer parte do voluntariado da instituição é necessário registrar o interesse via mensagem no WhatsApp (19) 99576-6257. A Casa da Criança, em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos por meio da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, desenvolve três frentes de trabalho social e cultural na comunidade. Para mais informações, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 ou (19) 3869-5654.

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Casa da Criança une campanha de Bolos de Páscoa e doações de ovos

Com a proximidade da Páscoa, a Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi lança a edição 2026 da Campanha do Bolo de Páscoa, que une a venda solidária do produto ao convite para que empresas e a comunidade contribuam com a doação de ovos de chocolate às crianças atendidas. A ação repete o sucesso de anos anteriores e traz novamente as ilustrações da artista local Laís Thomazini na embalagem. As encomendas já estão abertas e ajudam a garantir a continuidade dos atendimentos da instituição.

Arquiteta e artista reconhecida na cidade, Laís já colaborou em diferentes iniciativas culturais e sociais. Na Casa da Criança, sua arte está presente em ambientes internos e em atividades educativas, além de oficinas de pintura realizadas com crianças e adolescentes atendidos pela entidade.

Para as campanhas de Páscoa da instituição, a artista utilizou uma paleta marcada por tons vivos nos elementos principais, remetendo à alegria e à renovação características da Páscoa. O fundo da composição traz cores mais suaves e imagens discretas, reforçando a ideia de cuidado, serenidade e acolhimento que norteiam o trabalho da instituição.

“A arte tem o poder de conectar pessoas, despertar sentimentos e transformar realidades. Contribuir com aquilo que sei fazer é uma forma sincera de espalhar afeto, esperança e cuidado, especialmente quando é para um projeto que ajuda a construir oportunidades para tantas crianças e adolescentes. Participar novamente das campanhas da Casa da Criança é mais do que apoiar uma causa: é colocar propósito no que fazemos e usar a criatividade como instrumento de amor e solidariedade”, avalia a artista.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de Laís Thomazini pode acompanhá-la pelo Instagram (@estudiolaclio) ou visitar o site laclioarte.wixsite.com/estudio. O tradicional Bolo de Páscoa da Casa da Criança, recheado com gotas de chocolate, é produzido pela Bauducco.

As vendas já começaram e toda a renda destinada à manutenção dos projetos sociais desenvolvidos pela entidade. As compras podem ser feitas diretamente na instituição ou pelos telefones (19) 3871-0546 ou (19) 3869-5654, ou pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

Atualmente, a Casa da Criança atende cerca de 200 crianças e, além da venda dos bolos, busca parcerias com empresas e pessoas interessadas em apadrinhar os atendidos por meio da doação de ovos de Páscoa. De acordo com a coordenadora Adriana Simões, “a campanha reforça a essência da Páscoa como um tempo de partilha, cuidado e solidariedade, destacando que o apoio da comunidade é fundamental para garantir que todas as crianças vivenciem a data de forma especial, com afeto, boas memórias, sabor e celebração.”

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