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VALINHOS

Janela Aberta há 20 anos transformando vidas

O Janela Aberta, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, completa 20 anos em 2026, consolidando-se como um importante espaço de convivência e formação sociocultural para crianças e adolescentes de Valinhos. Criado oficialmente em 2006, o serviço tem suas raízes em iniciativas anteriores voltadas à comunidade, especialmente por meio de ações sociais lideradas por Anélio Zanuchi, que já desenvolvia trabalhos de apoio em bairros da cidade.

Um dos personagens centrais dessa trajetória é o professor de capoeira Paulo do Nascimento, o Paulinho, responsável por dar início às primeiras atividades com crianças antes mesmo da formalização do projeto. “Eu iniciei o trabalho com a capoeira com as crianças na Casa da Criança um pouco antes de 2006. A gente começou com cerca de 40 crianças, ainda em um espaço improvisado, mas com muita vontade de fazer acontecer”, relembra o professor, que teve contato com Anélio ainda na juventude, ao acompanhar ações sociais como a distribuição de sopa em bairros da cidade de Valinhos. “O Anélio foi uma faculdade de vida pra mim. Tudo que a gente construiu ali teve muito da dedicação dele e desse olhar humano que ele sempre teve”, destaca.

Com o passar do tempo, a estrutura foi sendo ampliada, incluindo a construção da quadra, que possibilitou a expansão das atividades. “Quando surgiu a quadra, foi uma bênção. A capoeira começou a crescer ainda mais, com apresentações pela cidade e participação das crianças em diversos eventos”, conta Paulinho. A partir de 2006, com a criação oficial do Janela Aberta, novas oficinas foram incorporadas e o projeto ganhou força. “Foi aí que o projeto decolou, com várias atividades e uma equipe que foi se formando. De lá pra cá, só tem crescido”, completa.

Ao longo dos anos, o perfil do público atendido também foi se transformando, acompanhando as demandas da comunidade. Hoje, o Janela Aberta concentra suas ações em crianças e adolescentes, oferecendo oficinas nas áreas de música, dança e artes. “A gente foi identificando a necessidade e esse público foi mudando. Foram chegando muitas crianças e adolescentes, e o serviço foi se adaptando a essa realidade”, explica a coordenadora Lidiane Recco, que atua há 16 anos na instituição.

O serviço se consolidou como um espaço de oportunidades, permitindo que os participantes tenham acesso a experiências diversas. “Eu sempre digo que é uma janela de possibilidades. Como uma criança vai saber se gosta de violão ou tem aptidão para a música se ela nunca teve a oportunidade de experimentar?”, ressalta Lidiane. Atualmente, são oferecidas oficinas como violão, balé, teclado, dança e atividades artísticas, estimulando o desenvolvimento integral dos atendidos.

Além das atividades regulares, o Janela Aberta também promove eventos abertos à comunidade, como festas juninas e mostras culturais, reunindo grande público. “A gente consegue colocar mais de 200 pessoas na quadra em eventos como a festa junina ou a mostra cultural. É uma forma de oferecer acesso gratuito à cultura e integrar as famílias ao nosso espaço”, afirma a coordenadora.

A história do projeto também se reflete na vida de quem passou por ele e hoje vê uma nova geração dar continuidade a esse vínculo. É o caso de Geisy do Couto, atualmente com 33 anos, uma das primeiras inscritas no serviço. Ela ingressou no Janela Aberta aos 13 anos e participou das oficinas de violão por cerca de três anos. “Foi um grande aprendizado, eu gostei muito. Aprendi a tocar violão, participei de apresentações e guardo isso com muito carinho”, relembra.

Hoje, duas décadas depois, é o filho dela, Lorenzo, de oito anos, quem frequenta o projeto, carregando consigo um símbolo afetivo dessa história. “Ele é apaixonado por uma camiseta que eu mesma usava quando participava. Para ele, é como um uniforme, ele veste com orgulho e não quer tirar”, conta Geisy. A peça, preservada pela família ao longo dos anos, ganhou um novo significado ao atravessar gerações. “Tem um valor emocional muito grande, tanto para mim quanto para ele”, completa.

Outro destaque do Janela Aberta é o fortalecimento do sentimento de pertencimento entre os participantes. Segundo Lidiane, o espaço é reconhecido pelas próprias crianças e adolescentes como um ambiente de referência. “Eles vêm em grupo, passam nas casas uns dos outros e chegam aqui juntos. Eles se sentem pertencentes, sabem que esse espaço é deles”, afirma. Duas décadas após sua criação, o Janela Aberta segue ampliando oportunidades e fortalecendo vínculos, mantendo viva a essência comunitária construída desde suas origens.

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Abrir a casa e o coração: os desafios do primeiro acolhimento familiar

O primeiro acolhimento dentro do Família Acolhedora, desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, costuma ser marcado por uma mistura intensa de expectativas, receios e descobertas. Foi exatamente assim para o casal Thaís Fernanda Pompeu Dusso, professora de 37 anos, e Bruno Cezar Dusso, fotógrafo da mesma idade, moradores de Valinhos. Pais de Elisa, de 10 anos, eles decidiram abrir as portas de casa e do coração para acolher, pela primeira vez, um bebê de apenas cinco meses, experiência que tem transformado a rotina e a forma de enxergar o cuidado e o afeto.

A decisão não foi imediata. Inicialmente, o casal pensava em adoção, motivado também pelo desejo da filha de ter um irmão. Chegaram a reunir documentação, mas desistiram do processo. O interesse pelo acolhimento familiar surgiu após conhecerem outro casal já participante do serviço, que os incentivou a buscar mais informações. Ainda assim, quando receberam a ligação para o primeiro acolhimento, o medo falou mais alto. A proposta de receber um bebê contrariava a ideia inicial da família, que pensava em acolher uma criança mais velha. “Como começar tudo de novo?”, questionavam, diante de uma rotina já estruturada.

A decisão final veio após uma conversa em família, envolvendo também a pequena Elisa. Juntos, optaram por aceitar o desafio. Há cerca de 15 dias, o bebê L., que completou seis meses logo após chegar, passou a fazer parte da rotina da casa. Segundo Thaís, o período tem sido um “desafio prazeroso”. Entre adaptações e descobertas, a convivência com o bebê trouxe uma nova dinâmica ao lar, marcada por aprendizados diários e pela construção de vínculos, ainda que temporários.

A experiência vivida pela família reflete um cenário comum entre os participantes do programa, conforme explica a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar da Casa da Criança, Camila Forster. Segundo ela, o primeiro acolhimento é um momento especialmente delicado e intenso. “Há uma mistura muito grande de sentimentos, de uma expectativa, do desejo de acolher e de um medo de não dar certo”, afirma. De acordo com a coordenadora, mesmo após passarem por todo o processo de formação, é natural que surjam dúvidas sobre a própria capacidade de lidar com as demandas da criança. “As famílias se questionam se vão dar conta, se vão conseguir entender e acolher essa criança”, destaca.

Camila ressalta que, diante desse cenário, o acompanhamento próximo da equipe técnica é fundamental. “É muito importante que tenha um diálogo muito próximo com a equipe, porque é nesse momento que a criança e a família acolhedora estabelecem vínculos”, explica. Segundo ela, profissionais do serviço social e psicologia atuam de forma contínua, oferecendo orientação, escuta e suporte às famílias, tanto para lidar com as inseguranças quanto para fortalecer o acolhimento. “É um momento delicado para a criança, que também está vivendo um trauma, e para a família, que assume a responsabilidade de oferecer afeto e sustentar essa angústia”, completa.

Apesar dos medos, a coordenadora destaca que o acolhimento também é marcado por sentimentos positivos e transformadores. “É comum ouvirmos que, assim que a criança chega, as famílias já a amam”, afirma. Esse equilíbrio entre insegurança e afeto também é vivido por Thaís e Bruno, que, mesmo sem definir planos futuros, reconhecem o impacto da experiência. Para eles, “acolher é compreender que o papel da família não é substituir, mas somar, oferecendo cuidado, proteção e amor enquanto necessário.”

Um dos maiores receios do casal, compartilhado por muitas famílias acolhedoras, é o momento do desacolhimento. A despedida, inevitável, ainda é uma incógnita, mas já é encarada com mais serenidade após ouvirem conselhos de quem já viveu a experiência. “Hoje vocês desacolhem e uma criança vai embora ser feliz para que outra venha”, foi a orientação recebida, que ajudou a ressignificar o processo.

Sem definir ainda planos para novos acolhimentos, o casal afirma que a experiência tem sido transformadora e deixa um recado a outras famílias interessadas: buscar informação e conhecer de perto o serviço pode ser o primeiro passo para uma jornada marcante. “Ser uma família acolhedora é abrir mais do que a porta de casa, é abrir o coração”, resume Thaís, destacando que, mesmo por um tempo limitado, o impacto na vida da criança e da própria família é profundo e duradouro.

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Câmara de Valinhos aprova criação da Semana Anélio Zanuchi

A Câmara Municipal de Valinhos aprovou, na sessão realizada na noite de terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 255/2025, que institui oficialmente no calendário do município a “Semana Municipal Anélio Zanuchi de Proteção à Criança e ao Adolescente”. A proposta é de autoria da vereadora Simone Bellini, com assinatura conjunta do vereador Edson Secafim, e tem como objetivo promover anualmente ações de conscientização, mobilização social e fortalecimento da rede de proteção à infância.

De acordo com o projeto, a semana será realizada todos os anos no período que inclui o dia 12 de outubro, data em que se celebra o Dia das Crianças. A iniciativa busca incentivar a realização de campanhas educativas, palestras, atividades culturais e ações de integração envolvendo escolas, entidades sociais, conselhos tutelares e diferentes setores da sociedade.

“Anélio foi daqueles valinhenses que transformaram solidariedade em ação: ajudou famílias, mobilizou voluntários, e deixou um legado que se tornou referência com a Casa da Criança e do Adolescente. Essa semana no calendário é mais do que homenagem, é um convite anual para mobilizar a rede, fortalecer vínculos e lembrar que proteger a infância é construir o futuro”, ressaltou a vereadora Simone Bellini.

A criação da semana também presta homenagem ao trabalho social desenvolvido por Anélio Zanuchi, reconhecido em Valinhos por sua trajetória dedicada ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Desde a década de 1980, ele iniciou de forma voluntária o atendimento a jovens em sua própria residência, ação que posteriormente deu origem à Casa da Criança e do Adolescente de Valinhos, instituição que se tornou referência no atendimento social no município.

Atual presidente da Casa da Criança e filho do homenageado, André Zanuchi acompanhou a sessão e destacou a emoção ao presenciar a aprovação do projeto de lei. “Foi emocionante. Acho que nada mais justo do que esse reconhecimento. Os vereadores falaram com muito respeito e admiração pelo meu pai, pelo que ele foi e pelo legado que deixou”, afirmou.

Segundo ele, a homenagem também representa todos que contribuíram e continuam contribuindo com o trabalho da instituição. “Essa homenagem se estende a toda a equipe da Casa da Criança, diretores, funcionários, voluntários e equipe técnica, que fazem parte dessa grande família. Sem eles, essa caminhada seria muito mais difícil”, ressaltou.

André também destacou que a criação da semana ajuda a perpetuar o legado deixado por seu pai. “Com certeza ele ficaria muito feliz com essa homenagem. Meu pai dedicou a vida ao próximo, sempre doando tudo o que tinha para ajudar. Saber que o trabalho dele será lembrado e que essa semana vai reforçar a importância da proteção às crianças e adolescentes é motivo de muita gratidão”, completou.

Com a aprovação do projeto, a proposta segue agora para sanção do prefeito Franklin Duarte de Lima. A expectativa é que a Semana Municipal Anélio Zanuchi passe a integrar o calendário oficial da cidade, fortalecendo a discussão de políticas públicas voltadas à infância e adolescência e mantendo vivo o legado de solidariedade e cuidado deixado pelo homenageado.

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Casa da Criança tem programação em homenagem às mulheres e reforça combate à violência

O Dia Internacional das Mulheres ganha destaque na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi com uma programação especial que reúne ações educativas e de valorização feminina. A agenda inclui exposição artística sobre mulheres que marcaram a história de lutas e conquistas, produção de mensagens personalizadas, rodas de conversa, atividades de interação com a comunidade e campanhas de conscientização contra a violência.

Crianças do Projeto Janela Aberta realizam uma pesquisa especial sobre mulheres que fizeram a diferença na história e produziram montagens digitais com imagens e informações dirigidas. Todo o material será impresso e trabalhado para compor a exposição inédita física e interativa dentro da instituição e nas redes socias, permanecendo disponível para visitação, ao longo de todo o mês.

Além da exposição, outras ações foram organizadas pelos educadores, com apoio da psicóloga da instituição. Em uma das oficinas, as crianças confeccionaram objetos sustentáveis, como lápis decorados em atividades de artesanato. Os presentes artesanais serão entregues como lembrança às mulheres que trabalham na entidade e também a comerciantes da comunidade vizinha, como funcionárias de mercado, sorveteria e barraca de caldo de cana, em um gesto simbólico de reconhecimento.

Paralelamente, as crianças também estão produzindo cartinhas com mensagens personalizadas, com frases de empoderamento feminino. As cartas acompanham os lápis decorados e serão entregues pessoalmente por representantes escolhidos entre os próprios participantes do projeto, fortalecendo o protagonismo infantil e o contato direto com a comunidade. A programação inclui ainda a confecção de flores decorativas, que serão usadas para ornamentar o espaço do Janela Aberta.

As atividades integram uma campanha de conscientização voltada à proteção e ao respeito às mulheres, com mensagens educativas contra qualquer tipo de violência. A decoração temática ficará exposta durante todo o mês de março, reforçando a proposta pedagógica de promover a igualdade, o respeito e a valorização da mulher por meio do trabalho coletivo das crianças.

Outra ação é a realização de uma roda de conversa com os adolescentes, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre o significado do Dia Internacional das Mulheres. A atividade também inclui um passeio pela comunidade, durante o qual os jovens irão conversar com moradoras do entorno sobre o que elas entendem da data, promovendo troca de experiências e levando informação e reflexão sobre o tema.

De acordo com a coordenadora do Janela Aberta, Lidiane Recco, a iniciativa também reflete a realidade vivida dentro da própria instituição. “A Casa da Criança hoje tem em seu quadro mulheres colaboradoras, mulheres na liderança, na gestão, na educação, no cuidado e na transformação social. São mulheres que diariamente atuam nessas funções, trabalhando na construção de uma sociedade mais justa e diretamente no atendimento às crianças e aos adolescentes”, destacou.

Ainda como parte das homenagens, a Casa da Criança promove no próximo dia 20 um encontro especial destinado às funcionárias da instituição. A proposta é oferecer um momento de convivência e reflexão sobre o que significa ser mulher, os diferentes papéis exercidos na sociedade e a forma como cada uma se percebe e é percebida. A atividade prevê discussões sobre a importância da luta das mulheres e do reconhecimento mútuo, unindo relatos e acolhimento em um espaço de troca, valorização e fortalecimento coletivo.

Para a coordenadora do Projeto Família Acolhedora, Camila Forster, a mobilização em torno da data vai além das homenagens simbólicas. “Como mulher, eu entendo que a gente precisa de espaços de disputa, de trocas e de afeto para poder sobreviver ao mundo. Tivemos grandes avanços, mas também vemos uma onda muito sofrida de violência. Por isso, é extremamente importante dar visibilidade a essa data, não apenas como um momento bonito. Cada notícia de feminicídio nos atravessa, e ter espaços para conversar sobre isso é fundamental”, afirmou.

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Profissionais da área da saúde podem atuar na Casa da Criança

A psicóloga Bruna Quinteros, de 37 anos, é voluntária há quase um ano na Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, em Valinhos, onde oferece acompanhamento especializado aos assistidos. Natural de Campinas e moradora de Valinhos há cerca de sete anos, atua em sua clínica, com atendimentos presenciais a pacientes da região e motiva profissionais da área da saúde a atuar no voluntariado.

O vínculo com a instituição começou antes mesmo da atuação profissional. Bruna já conhecia a Casa da Criança por meio de campanhas solidárias, como a feijoada e a arrecadação de panetones no fim do ano. Ao iniciar sua trajetória clínica, decidiu que poderia colocar sua formação a serviço de quem não tem acesso fácil ao cuidado em saúde mental. “Se eu posso oferecer uma escuta profissional em um espaço de acolhimento, por que não disponibilizar isso para crianças e adolescentes que precisam?”, relata. A partir dessa reflexão, procurou a instituição e se colocou à disposição como voluntária.

Para Bruna, o voluntariado representa um compromisso social e uma responsabilidade ética com a infância e a adolescência. Ela defende que o cuidado psicológico não deve ser um privilégio, mas um direito acessível. Inspirada por uma frase da escritora brasileira Lya Luft que diz que “a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira”, a psicóloga acredita que investir no cuidado emocional de crianças e adolescentes é também cuidar dos adultos que eles se tornarão no futuro. A experiência, segundo ela, também é transformadora para quem oferece o atendimento, fortalecendo sua escolha profissional e ampliando sua escuta como psicóloga e como pessoa.

Entre as principais demandas atendidas estão questões ligadas à ansiedade, insegurança, autoestima e conflitos familiares. Muitos casos chegam por encaminhamento das escolas, devido a dificuldades de comportamento ou adaptação. Bruna explica que, muitas vezes, o que aparece como “queixa” é a forma que a criança ou o adolescente encontra para expressar algo que ainda não consegue verbalizar. O espaço terapêutico, nesse contexto, se torna um ambiente seguro para acolher essas vivências e ajudá-los a compreender o que estão sentindo.

Ao falar sobre a importância do voluntariado, Bruna deixa um recado para quem tem vontade de ajudar, mas ainda hesita: não é preciso ter algo grandioso a oferecer. “Tempo, presença e compromisso já fazem muita diferença”, afirma. Para ela, o voluntariado é uma experiência de troca que transforma tanto quem recebe quanto quem doa. “Ampliamos nosso olhar sobre o outro, sobre o coletivo e também sobre nós mesmos. Sinto muito orgulho de fazer parte disso.”

Para fazer parte do voluntariado da instituição é necessário registrar o interesse via mensagem no WhatsApp (19) 99576-6257. A Casa da Criança, em parceria com a Prefeitura Municipal de Valinhos por meio da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, desenvolve três frentes de trabalho social e cultural na comunidade. Para mais informações, entre em contato pelos telefones (19) 3871-0546 ou (19) 3869-5654.

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Casa da Criança une campanha de Bolos de Páscoa e doações de ovos

Com a proximidade da Páscoa, a Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi lança a edição 2026 da Campanha do Bolo de Páscoa, que une a venda solidária do produto ao convite para que empresas e a comunidade contribuam com a doação de ovos de chocolate às crianças atendidas. A ação repete o sucesso de anos anteriores e traz novamente as ilustrações da artista local Laís Thomazini na embalagem. As encomendas já estão abertas e ajudam a garantir a continuidade dos atendimentos da instituição.

Arquiteta e artista reconhecida na cidade, Laís já colaborou em diferentes iniciativas culturais e sociais. Na Casa da Criança, sua arte está presente em ambientes internos e em atividades educativas, além de oficinas de pintura realizadas com crianças e adolescentes atendidos pela entidade.

Para as campanhas de Páscoa da instituição, a artista utilizou uma paleta marcada por tons vivos nos elementos principais, remetendo à alegria e à renovação características da Páscoa. O fundo da composição traz cores mais suaves e imagens discretas, reforçando a ideia de cuidado, serenidade e acolhimento que norteiam o trabalho da instituição.

“A arte tem o poder de conectar pessoas, despertar sentimentos e transformar realidades. Contribuir com aquilo que sei fazer é uma forma sincera de espalhar afeto, esperança e cuidado, especialmente quando é para um projeto que ajuda a construir oportunidades para tantas crianças e adolescentes. Participar novamente das campanhas da Casa da Criança é mais do que apoiar uma causa: é colocar propósito no que fazemos e usar a criatividade como instrumento de amor e solidariedade”, avalia a artista.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de Laís Thomazini pode acompanhá-la pelo Instagram (@estudiolaclio) ou visitar o site laclioarte.wixsite.com/estudio. O tradicional Bolo de Páscoa da Casa da Criança, recheado com gotas de chocolate, é produzido pela Bauducco.

As vendas já começaram e toda a renda destinada à manutenção dos projetos sociais desenvolvidos pela entidade. As compras podem ser feitas diretamente na instituição ou pelos telefones (19) 3871-0546 ou (19) 3869-5654, ou pelo WhatsApp (19) 99576-6257.

Atualmente, a Casa da Criança atende cerca de 200 crianças e, além da venda dos bolos, busca parcerias com empresas e pessoas interessadas em apadrinhar os atendidos por meio da doação de ovos de Páscoa. De acordo com a coordenadora Adriana Simões, “a campanha reforça a essência da Páscoa como um tempo de partilha, cuidado e solidariedade, destacando que o apoio da comunidade é fundamental para garantir que todas as crianças vivenciem a data de forma especial, com afeto, boas memórias, sabor e celebração.”

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Valinhos abre nova temporada de formação para Famílias Acolhedoras com opção noturna

O início do ano traz uma nova oportunidade para valinhenses transformarem realidades por meio do Serviço de Acolhimento Familiar (SAF) da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, que abre uma nova etapa de agendamentos para quem deseja integrar o programa. Os atendimentos e encontros serão realizados em horário comercial e também no período noturno, facilitando a participação de pessoas que trabalham durante o dia, já que todos podem atuar como Famílias Acolhedoras. Durante as reuniões, os candidatos receberão informações completas sobre o papel da família acolhedora, o funcionamento do serviço e o auxílio financeiro oferecido pela Prefeitura para apoiar os custos e as demandas do acolhimento, garantindo a proteção e os direitos das crianças e adolescentes atendidos.

As famílias que manifestam interesse passam por uma sequência de encontros formativos, pensados para proporcionar uma compreensão aprofundada sobre o que significa acolher temporariamente uma criança em situação de vulnerabilidade. A instituição informa que esses encontros não têm caráter apenas informativo, mas também reflexivo, permitindo que os participantes conheçam a realidade do acolhimento familiar e avaliem, com responsabilidade, sua disponibilidade emocional e social para assumir essa função.

Para garantir a qualificação das famílias, a equipe do Serviço destaca que ao todo, são realizados cinco encontros, marcados por momentos de diálogo, troca de experiências e construção de vínculos com a equipe do serviço. Nesse percurso, são trabalhados temas essenciais para a preparação das famílias, como infâncias, desenvolvimento infantil, cuidados na primeira infância, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e situações de violação de direitos, que ajudam a contextualizar a importância da proteção integral.

Segundo a equipe do SAF, esse período de formação é fundamental para que as famílias se sintam mais preparadas e amparadas quando uma criança chega ao lar acolhedor. Além de transmitir conhecimento técnico, os encontros também funcionam como espaço para escuta e acolhimento das inseguranças e expectativas dos participantes, fortalecendo o compromisso com a proposta do serviço.

Outro destaque reforçado pela instituição é a necessidade da ampliação do número de famílias para atender a permanente demanda do serviço, já que muitas crianças e adolescentes precisam de um lar temporário para ressignificar suas histórias e reconstruir vínculos afetivos em um ambiente seguro. A proposta do acolhimento familiar se apresenta como alternativa mais humanizada à institucionalização, favorecendo o desenvolvimento emocional e social das crianças atendidas.

“A demanda de acolhimento de crianças na primeira infância vem aumentando consideravelmente no município de Valinhos, sendo necessário, portanto, garantir que estas crianças sejam acolhidas em famílias acolhedoras, como previsto no ECA. A primeira infância é fundamental para o desenvolvimento e estar em família proporciona uma atenção mais integral, respeitosa e cheia de afeto”, destaca Camila Forster, coordenadora do serviço.

A meta estabelecida pela Prefeitura é alcançar 15 famílias acolhedoras ativas, número estimado para atender à demanda do município. Para a Casa da Criança, o fortalecimento desse serviço representa um investimento direto na proteção da infância e no futuro de Valinhos, reafirmando o papel da sociedade na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

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Quando a cidade cresce, aumenta a necessidade de proteger crianças e adolescentes

O município de Valinhos tem registrado, nos últimos anos, um crescimento expressivo na demanda por acolhimento institucional de crianças e adolescentes, realidade que evidencia a relevância do trabalho desenvolvido pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi. Atualmente, o serviço conta com 20 vagas disponibilizadas em parceria consolidada com a Prefeitura, ao longo de mais de três décadas.

Em 2023, a instituição realizou 26 acolhimentos. No ano seguinte, em 2024, esse número passou para 34, chegando a 40 acolhimentos em 2025. Os dados internos da entidade, compartilhados periodicamente com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação do município, demonstram que a procura pelo serviço tem sido constante e crescente ao longo do período analisado.

De acordo com informações da própria instituição, o Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA), atualmente responsável pela execução do atendimento, tem operado com sua lotação atingida ou superada durante grande parte dos últimos 36 meses. Esse cenário reforça a importância do planejamento contínuo e da atuação conjunta entre o poder público e a organização da sociedade civil para assegurar a continuidade e a qualidade do serviço prestado.

A comparação entre os anos de 2023 e 2025 aponta um aumento de 53,84% no número de acolhimentos realizados pela Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi. O crescimento evidencia a complexidade das situações atendidas e a confiança da rede de proteção no trabalho desenvolvido pela instituição.

Outro dado relevante é o aumento no número de acolhimentos de crianças na primeira infância, faixa etária que demanda cuidados ainda mais específicos. Em 2023, três crianças de até seis anos foram acolhidas; em 2024, foram seis; e, em 2025, oito crianças nessa mesma faixa etária passaram a ser atendidas. Os números reforçam a necessidade de serviços estruturados e capacitados para lidar com as particularidades desse público.

A realidade observada em Valinhos acompanha uma tendência nacional. Dados do Conselho Nacional de Justiça, por meio do Sistema Nacional de Adoção (SNA), indicam que atualmente 35.044 crianças e adolescentes vivem em serviços de acolhimento no Brasil, sendo 9.720 apenas no Estado de São Paulo. Esse panorama demonstra que o acolhimento institucional é uma política pública essencial em todo o país. Outros dados relevantes apontam que desde a fundação da instituição, o município apresentou crescimento populacional superior a 70% e, nos últimos quatro anos, Valinhos registrou aumento de mais de 26% no número de habitantes, fator que impacta diretamente a adaptação da cidade e as demandas atendidas pela instituição.

A sociedade pode contribuir por meio do Programa Família Acolhedora, que possibilita oferecer, de forma temporária, um ambiente seguro e afetivo para crianças afastadas do convívio familiar. A instituição informa que as famílias participantes recebem uma bolsa-auxílio destinada a custear despesas durante o período de acolhimento. A prioridade do programa é o atendimento à primeira infância, contemplando crianças de zero a seis anos.

“A Casa da Criança é uma construção coletiva. Precisamos do envolvimento de toda a comunidade, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, para manter e ampliar nossas ações. Convidamos a todos a apoiar nossas campanhas e projetos e, especialmente, a conhecer o programa Família Acolhedora. A instituição está em constante crescimento e esse apoio é fundamental para que possamos continuar garantindo direitos e oportunidades”, destaca Adriana Simões, coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi.

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Cultura, arte, segurança digital e sustentabilidade no Janela Aberta

A programação de fevereiro do programa Janela Aberta, da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi, será marcada por atividades educativas que unem informação, criatividade e reflexão social. As ações foram planejadas para trabalhar temas atuais e datas comemorativas, promovendo o desenvolvimento crítico, cultural e emocional de crianças e adolescentes atendidos pela instituição.

Entre os destaques do mês está o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, que será abordado com o objetivo de incentivar escolhas profissionais livres de estereótipos de gênero. Os participantes irão pesquisar, na internet, mulheres que fizeram história na ciência e produzir cartazes com os resultados, reforçando a ideia de que a ciência é um espaço acessível a todos e todas.

O Carnaval também fará parte da programação, com atividades voltadas à valorização da cultura brasileira. As crianças irão pesquisar a origem da festa e das marchinhas, além de confeccionar máscaras e fantoches que representem personagens e símbolos carnavalescos. Os trabalhos serão produzidos com materiais recicláveis, como rolos de papel higiênico, estimulando a criatividade, o trabalho em grupo e a consciência ambiental.

A proposta educativa inclui ainda uma atividade culinária chamada “Copo da Felicidade”, que busca incentivar a autonomia, a socialização e hábitos alimentares mais saudáveis. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações mensais que possibilitam aos participantes experimentar novos alimentos e aprender, de forma simples e prática, a preparar receitas básicas, contribuindo para a formação de adultos mais independentes.

Outro tema relevante será o Dia Internacional da Língua Materna, com foco na valorização da identidade cultural e no respeito às diferenças linguísticas. A atividade pretende estimular o reconhecimento dos sotaques, gírias e variações regionais, considerando que muitas famílias atendidas são originárias de diferentes partes do país, o que se reflete no vocabulário e na forma de expressão das crianças.

O Dia do Esportista e o Dia do Auxiliar de Serviços Gerais também serão trabalhados ao longo do mês. No esporte, a proposta é ampliar a visão dos jovens para além do futebol, valorizando modalidades como capoeira, jiu-jitsu e ginástica, além de destacar o esporte como instrumento de saúde, disciplina e trabalho em equipe. Já em relação aos auxiliares de serviços gerais, será produzido um cartaz em homenagem a esses profissionais, reforçando a importância do respeito, da empatia e da responsabilidade coletiva.

Fechando a programação, duas ações ganham destaque: o Mural Invisível, que permitirá a expressão anônima de sentimentos e pensamentos, fortalecendo a empatia e a escuta sensível, e o Dia Internacional da Internet Segura, com a atividade “detetives da internet”. Nela, os participantes irão investigar fake news, analisar manchetes falsas e discutir a importância da verificação das informações, promovendo o uso consciente e responsável das redes digitais.

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Organização, motivação e alegria na volta às aulas

A volta às aulas dos assistidos da Casa da Criança e do Adolescente Anélio Zanuchi marca um período de retomada de rotinas, expectativas e cuidados redobrados no serviço de acolhimento. Após o recesso escolar, o retorno às atividades educacionais exige atenção especial para garantir que crianças e adolescentes se sintam motivados, organizados e emocionalmente preparados para esse novo ciclo.

O período de transição entre o fim das férias e o início do ano letivo costuma ser desafiador. Segundo a educadora Raquel Oliveira, esse momento é vivido de forma intensa pelos acolhidos, que demonstram ansiedade, empolgação e, ao mesmo tempo, dificuldade em retomar os compromissos diários. “O momento de transição entre o final das férias e início das aulas no serviço de acolhimento é sempre uma mistura de sentimentos para nossas crianças, até porque não é fácil voltar à rotina”, afirma.

Para tornar esse processo mais leve, a equipe da Casa da Criança explica que desenvolve um planejamento conjunto entre educadores e equipe técnica. O objetivo é garantir que a adaptação aconteça de forma gradual, respeitosa e acolhedora, considerando as necessidades individuais de cada criança e adolescente atendido pela instituição.

Entre as principais ações está a organização de um cronograma com a nova rotina, ajustando horários de refeições, uso de telas, atividades, descanso e sono. Esse cuidado contribui diretamente para o bem-estar físico e emocional dos acolhidos, além de favorecer a concentração e o rendimento escolar ao longo do dia.

Um ponto de destaque é o cuidado com o horário de acordar, considerado fundamental para o bom andamento da rotina. “Nós enquanto educadores montamos todo um planejamento juntamente com a equipe técnica, para conseguir fazer essa transição da maneira mais acolhedora e tranquila possível”, ressalta Raquel Oliveira, destacando que acordar com calma, tomar café da manhã e se preparar adequadamente faz diferença no desempenho escolar.

Além disso, a equipe é responsável pela organização diária das mochilas, materiais escolares e uniformes, sempre na véspera. Esse acompanhamento vai além do início do ano letivo e faz parte da rotina contínua de cuidado, garantindo que as crianças se sintam animadas, responsáveis e seguras em relação à vida escolar.

A coordenadora da Casa da Criança, Adriana Simões, reforça a importância desse trabalho integrado para o desenvolvimento dos acolhidos. “A volta às aulas é um momento estratégico dentro do serviço de acolhimento, pois representa a retomada de vínculos, responsabilidades e projetos de vida. Nosso compromisso é oferecer um ambiente estruturado, afetuoso e seguro, onde cada criança e adolescente possa se sentir apoiado para aprender, conviver e se desenvolver plenamente”, destaca.

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